A entrevista do Dr. Drausio Varella na revista Época (veja aqui) anunciando série de reportagens no programa Fantástico da Rede Globo é muito preocupante. É perigosíssima uma mensagem de que os remédios da floresta não são confiáveis chegando às populações das florestas desse país, populações que moram nas margens dos rios e que ficam muito distantes dos centros urbanos (de cidades do interior). Isso pode contribuir para empurra-los cada vez mais para a cidade, pode reforçar que o conhecimento deles não tem valor. A vida na floresta é possível devido a um grande conjunto de conhecimentos colecionados por séculos, dentre eles conhecimentos de cura por remédios naturais. Conhecimentos esses que estão sendo desvalorizados a cada reportagem dessa elaborada por "grandes doutores".
É muito complicada esse tipo de postura de que tudo deve ser "cientificamente" provado antes de seu usado, essa postura de que os remédios tradicionais não tem valor se não forem provados cientificamente. A lógica corrente é que há apenas uma forma de ciência, uma única "ciência oficial", a Descarteana, aquela que está nos livros e artigos científicos. Será que só existe essa ciência? E a ciência desenvolvida por décadas, séculos e até milênios muitas vezes passada de pai pra filho, oralmente, ensinada com palavras e demonstrações práticas por anos a fio, cujas verificações são feitas entre comadres e compadres, entre pajés, curandeiros e rezadores de diferentes comunidades e tribos? E essa ciência guardada por pessoas sensíveis, de intuição aguçada com o "dom" de acumular uma "biblioteca" inteira de informações na cabeça, incluindo uma grande gama de informações impossíveis de serem transcritas para qualquer papel? Essa ciência não vale só porque não está escrita e é desconhecida dos poucos "grandes" cientistas letrados de jaleco?
Fazem 10 anos que ando pela Amazônia trabalhando com comunidades tradicionais (através do NAPRA), nos últimos 4 anos morando em Altamira e trabalhando 100% do tempo com populações extrativistas e indígenas (Como consultor e através do ISA). A realidade que vejo nas comunidades pelas quais ainda é o uso constante de remédios da floresta, rezas e pajelanças para curar doenças. Por diversas vezes presenciei (e algumas vezes usei) esses remédios da mata, “receitados” por grandes doutores que sabem o que usar e quando usar. Aprendi a respeitar e admirar esse conhecimento particular, não sacramentado em papers ou revistas internacionais. Acredito que essas pessoas fazem ciência sim, pois o conhecimento que eles tem é fundamentado em pesquisa, experimentação, formulação de modelos e aplicação em diversos lugares simultaneamente, criando, da mesma forma que a ciência cartesiana, uma crença comum aceita e utilizada por inúmeras pessoas.
Negar a cultura tradicional só porque não a entendemos é muito perigoso não só para a manutenção dessas populações das florestas como para a toda a biodiversidade em si. Por traz desses conhecimentos da medicina tradicional há muito mais do que conseguimos enxergar. Uma bela reflexão a respeito é apresentada em artigo de Washington Novaes entitulado Da biodiversidade às florestas e pajés, reproduzido a seguir. Esse texto nos leva a outra dimensão no diálogo sobre a importância dos pajés não só para a saúde.
Sou totalmente a favor de se investimentos pesados na pesquisa da medicina tradicional e na interface dessas duas ciências, desde que uma não precise negar a outra para ser validada, como parece sugerir o Dr. Drausio Varela em sua entrevista. Temos que dar apoio e valorizar as populações das florestas para que possam escolher permanecer na floresta onde nasceram e se criaram, para que se fortalecem sem ter que migrar para a cidade, para que possam ter orgulho do conhecimento que aprenderam de seus antepassados e cuidem de passar esse conhecimento para os seus filhos. Quem sabe dessa maneira as crianças de hoje não se tornem os cientistas do futuro, reconhecidos como verdadeiros Doutores, mesmo sem certificados de papel, sem papers publicados e sem jalecos. (Marcelo Salazar, 5 de setembro de 2010)
Da biodiversidade às florestas e pajés
09 de abril de 2010, Washington Novaes - O Estado de S.Paulo
Neste Ano Internacional da Biodiversidade, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) traz boa notícia: o desmatamento e a conversão de áreas florestadas para a agropecuária caíram na década 2000/2009 para 13 milhões de hectares anuais (ou 130 mil km2, pouco mais de metade da superfície do Estado de São Paulo), ante 16 milhões de hectares anuais na década anterior. Mas complementa: ainda assim, o "ritmo de perda de florestas tropicais continua alarmante".
Brasil e Indonésia, diz o relatório da FAO, são os principais agentes desse desmatamento. E o estrago só não foi maior porque China, Índia, EUA e Vietnã plantaram 7 milhões de km2 anuais de florestas na década. Com isso, a perda líquida caiu de 8,3 milhões de hectares anuais, na década anterior, para 5,2 milhões de hectares anuais, na última. E a superfície florestal mundial ficou em 4 bilhões de hectares (ou 40 milhões de km2), cerca de 31% da superfície terrestre.
Os números do Brasil no relatório são fortes: 2,6 milhões de hectares anuais (ou 26 mil km2) desmatados em todo o País na última década, ante 29 milhões de hectares anuais na década de 90. E isso tem consequências graves, já que os 900 especialistas de 178 países reunidos pela FAO não hesitam em dizer que as florestas "têm um papel muito importante" na mitigação de mudanças climáticas, pois armazenam 289 bilhões de toneladas de carbono, mais do que já está acumulado na atmosfera e intensifica o efeito estufa. Sem a floresta, o carbono liberado irá para a atmosfera. E as florestas primárias atualmente representam 36% da superfície florestal total. Delas, 1% é atingido a cada ano por incêndios.
Por onde se poderia avançar na proteção das florestas e da biodiversidade? Está em curso uma discussão semelhante à que ocorre na área do clima, com muitos especialistas propondo a criação de uma entidade fora do âmbito da ONU, porque neste as decisões só são tomadas por consenso, e ele não acontece por causa das divergências entre países-membros. Desde a Rio 92, quando foi criada, a Convenção da Diversidade Biológica está empacada na discussão sobre a soberania dos países detentores da biodiversidade e a repartição de benefícios quando alguma espécie neles pesquisada é transformada em produto industrial patenteado em outro país. Enquanto não se avança, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) diz que um terço do 1,9 milhão de espécies já identificadas está em "situação crítica". Dos 34 "hotspots" (lugares mais ameaçados no mundo), 2 estão no Brasil: Cerrado e Mata Atlântica.
Detentor da maior biodiversidade planetária, o Brasil precisa prestar atenção a mais um relatório - Indigenous Lands, Protected Areas and Slowing Climate Change -, publicado pela PLoS Biology, com a participação dos pesquisadores brasileiros Britaldo Soares Filho (UFMG) e Gustavo A. B. da Fonseca (diretor de projetos no WWF/EUA). Diz o estudo que a proteção de áreas florestais, com a redução do desmatamento e da degradação, é uma das estratégias mais eficazes e de efeito imediato para enfrentar mudanças climáticas. Por isso, deve ser incorporada às estratégias para redução de emissões de gases poluentes. E, nesse contexto, a prioridade deve ser para a criação de áreas indígenas protegidas e unidades de conservação - que, além do mais, gera trabalho e renda para populações locais. Desde 2002, afirma o estudo publicado, o desmatamento na Amazônia foi 11 vezes menor nas áreas indígenas e unidades de conservação do que nas áreas não protegidas. O cálculo feito é de que até 2050 essas áreas indígenas e protegidas evitarão o desmatamento de 259 mil km2, mais que a área do Estado de São Paulo.
São informações importantes, na hora em que tantas objeções se levantam em certos setores contra a demarcação de áreas indígenas - quando elas são vitais para a conservação da biodiversidade (nossa melhor possibilidade de futuro) e o enfrentamento das mudanças climáticas. Mas há uma questão adicional que pede muita atenção de estudiosos e dos próprios indígenas: o problema da educação nas aldeias.
Há poucos dias, uma comissão de índios de Roraima entregou ao governo do Estado minuta de projeto para a criação da carreira pública de professor indígena - em que o candidato precisará ser indígena, ter aprovação da comunidade, morar na aldeia e ter capacidade de implantar o ensino bilíngue. Nesse último ponto pode estar um complicador, que exige discussão e reflexão.
Nas andanças pelas aldeias do Parque Indígena do Xingu e áreas vizinhas, em todas o autor destas linhas ouviu dos chefes mais velhos e experientes que "o ensino bilíngue é que está acabando com a nossa cultura". Porque, na visão deles, ao aprenderem português, as crianças e jovens passam a ver televisão e conviver com as culturas de fora. A partir daí, querem viver como os jovens brancos, consumir o que estes consomem e não querem mais viver como índios. Mais grave, não querem ser pajés, porque o caminho para ser pajé é longo, difícil, cheio de sacrifícios e riscos, abstinências, etc. Mas, naquele mundo regido por espíritos - cada árvore, cada animal, tem um espírito regente -, se não houver pajés, que fazem a intermediação entre ele e o cotidiano, a cultura tradicional desaparecerá, pois todos os cantos, as danças, os rituais e modos de viver são relacionados com espíritos. O número de pajés em cada aldeia já diminuiu drasticamente. Há aldeias já ameaçadas de ficar sem nenhum.
É complicado, pois impedir o contato com culturas de fora já é impossível. Mas como preservar, sem pajés, as culturas tradicionais e seus valores políticos e sociais, além do meio ambiente, tão importantes? É uma discussão a que não se pode mais fugir. Faz parte, na verdade, da discussão sobre as estratégias nacionais mais importantes.
Veja aqui também a resposta do Dr. Douglas Carrara a entrevista do Dr. Dráuzio Varella
Este espaço trata de questões relacionadas ao fortalecimento do território Amazônico e seus povos com ênfase nos seguintes temas: Energia, Populações Extrativistas, Populações indígenas, Áreas Protegidas e Alternativas econômicas para Amazônia. Desenvolvimento SIM, de qualquer jeito NÃO!
domingo, 5 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Populações da Resex do Rio Xingu finalmente começam a respirar melhor ...
Finalemente as populações da Resex do Rio Xingu começam a se estuturar depois de uma longa guerra para a conquista do direito de suas terras. A Resex foi decretada em julho de 2008, mas somente agora os grileiros estão sendo de fato retirados pelo ICMBio juntamente com o Gado, novos projetos produtivos começam a funcionar, a associação de moradores a se fortalecer, ... E a população a acreditar que podem contruir um futuro para seus filhos e netos na terra que herdaram de seus pais e avós. Mas a luta não acabou (lutas acabam?)... ainda há que se implementar escolas, postos de saúde, melhorar as alternativas de renda e tudo isso mantendo as bases da bela cultura tradicional beiradeira. Estão no caminho.
Entre os dias 17 e 25 de agosto ocorreu uma viagem a Reserva Extrativista do Rio Xingu organizada pelo Instituto Socioambiental em parceria com a FVPP, ICMBio, LAET e Secretaria Municipal de Saúde de Altamira para dialogar com moradores sobre regras de uso de barcos comunitários, produção de borracha e organização das associações. Foram realizadas reuniões em 4 diferentes núcleos ao longo da Resex com participação de quase todos os moradores. Veja imagens:
Entre os dias 17 e 25 de agosto ocorreu uma viagem a Reserva Extrativista do Rio Xingu organizada pelo Instituto Socioambiental em parceria com a FVPP, ICMBio, LAET e Secretaria Municipal de Saúde de Altamira para dialogar com moradores sobre regras de uso de barcos comunitários, produção de borracha e organização das associações. Foram realizadas reuniões em 4 diferentes núcleos ao longo da Resex com participação de quase todos os moradores. Veja imagens:
Leilão de Energia Eólica - R$ 131 / MWh!
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100903/not_imp604532,0.php
Energia alternativa
03 de setembro de 2010
O Estado de S.Paulo
Para não correr o risco de racionamento de energia em períodos de seca, quando baixa muito o nível dos reservatórios das hidrelétricas, prevalecia até há pouco tempo a tendência de favorecer a construção de usinas termoelétricas, movidas a óleo combustível ou a gás natural. Há anos em vigor, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) atuava mais no âmbito da Eletrobrás, mas o cenário começou a mudar em dezembro do ano passado, com a realização do primeiro leilão de fontes renováveis.
No segundo leilão desse tipo, em 26 de agosto, quando foram negociados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) 2.892,2 megawatts (MW) de capacidade, os resultados foram surpreendentes até mesmo para os técnicos e empresários. Foram contratados na ocasião 50 parques eólicos, que ficaram com 70% do total ofertado, a um preço médio de R$ 130,86 por megawatt/hora (MWh), abaixo do preço das termoelétricas a gás natural (R$ 140 por MWh). Como disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, foi quebrada uma série de paradigmas, uma vez que a energia eólica mostrou ser competitiva mesmo em relação à produzida por biomassa (R$ 144,20 o MWh) e por pequenas centrais hidrelétricas (R$ 141,93 o MWh).
A capacidade de produção de energia eólica, que era incipiente até a realização dos dois leilões, não passando de 600 MW em 2009, deve alcançar 4.454 MW em três anos e sua participação na matriz energética brasileira deve ficar em torno de 2,5%. É uma fatia pequena, mas tem muito espaço para expansão, estando o maior potencial no Nordeste e no Rio Grande do Sul.
Há inconvenientes, é verdade. A instalação de parques eólicos em determinadas áreas deve ser cuidadosa e até evitada, se for prejudicial ao ecossistema ou causar um impacto visual negativo. O barulho causado pela operação dos aerogeradores impõe limites mínimos de distância de áreas habitadas. Além disso, os ventos mudam e não sopram sempre com a mesma intensidade durante todo o ano. O Brasil, porém, apresenta algumas vantagens naturais, segundo Ricardo Simões, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Ele cita o fator capacidade de geração, que está na casa de 40% no País, em comparação com 22% na Europa, ou seja, as unidades brasileiras podem geram mais energia por MW instalado.
A ABEEólica vem mapeando locais adequados em vários Estados, incluindo propriedades privadas, nas quais a instalação de aerogeradores pode complementar a renda de produtores rurais, que receberão aluguel pelas áreas cedidas para esse fim. A tecnologia nesse setor tem evoluído rapidamente e hoje existem aerogeradores que amenizam os problemas de ruído. Além disso, como notam os especialistas, a energia eólica, dadas as condições climáticas, tende a ser associada, no futuro, à energia solar.
Um grande problema para a expansão da energia eólica no Brasil era o elevado custo. Contudo, a queda da demanda por energia nos países europeus, como consequência da desaceleração de suas economias, barateou os preços internacionais de geradores e outros equipamentos. Há algum tempo, estimava-se que o custo de um parque eólico estava em torno de R$ 5 milhões por MW instalado. Hoje, esse custo é calculado entre R$ 4 milhões e R$ 4,2 milhões por MW. Com a concessão de isenção fiscal e financiamentos a mais longo prazo do BNDES, fábricas de equipamentos específicos já se instalaram ou estão em processo de instalação no Brasil.
Estima a ABEEólica que os parques de geração de energia eólica no Brasil poderão vir a ter uma participação de 20% na matriz energética brasileira nas próximas duas décadas. Trata-se de uma meta ambiciosa, mas, de qualquer forma, a energia eólica tende a crescer no País e sua contribuição para o meio ambiente será notável, uma vez que se trata de uma das formas mais limpas de geração de energia, que, não necessitando de combustível algum, não gera gases de efeito estufa.
Energia alternativa
03 de setembro de 2010
O Estado de S.Paulo
Para não correr o risco de racionamento de energia em períodos de seca, quando baixa muito o nível dos reservatórios das hidrelétricas, prevalecia até há pouco tempo a tendência de favorecer a construção de usinas termoelétricas, movidas a óleo combustível ou a gás natural. Há anos em vigor, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) atuava mais no âmbito da Eletrobrás, mas o cenário começou a mudar em dezembro do ano passado, com a realização do primeiro leilão de fontes renováveis.
No segundo leilão desse tipo, em 26 de agosto, quando foram negociados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) 2.892,2 megawatts (MW) de capacidade, os resultados foram surpreendentes até mesmo para os técnicos e empresários. Foram contratados na ocasião 50 parques eólicos, que ficaram com 70% do total ofertado, a um preço médio de R$ 130,86 por megawatt/hora (MWh), abaixo do preço das termoelétricas a gás natural (R$ 140 por MWh). Como disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, foi quebrada uma série de paradigmas, uma vez que a energia eólica mostrou ser competitiva mesmo em relação à produzida por biomassa (R$ 144,20 o MWh) e por pequenas centrais hidrelétricas (R$ 141,93 o MWh).
A capacidade de produção de energia eólica, que era incipiente até a realização dos dois leilões, não passando de 600 MW em 2009, deve alcançar 4.454 MW em três anos e sua participação na matriz energética brasileira deve ficar em torno de 2,5%. É uma fatia pequena, mas tem muito espaço para expansão, estando o maior potencial no Nordeste e no Rio Grande do Sul.
Há inconvenientes, é verdade. A instalação de parques eólicos em determinadas áreas deve ser cuidadosa e até evitada, se for prejudicial ao ecossistema ou causar um impacto visual negativo. O barulho causado pela operação dos aerogeradores impõe limites mínimos de distância de áreas habitadas. Além disso, os ventos mudam e não sopram sempre com a mesma intensidade durante todo o ano. O Brasil, porém, apresenta algumas vantagens naturais, segundo Ricardo Simões, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Ele cita o fator capacidade de geração, que está na casa de 40% no País, em comparação com 22% na Europa, ou seja, as unidades brasileiras podem geram mais energia por MW instalado.
A ABEEólica vem mapeando locais adequados em vários Estados, incluindo propriedades privadas, nas quais a instalação de aerogeradores pode complementar a renda de produtores rurais, que receberão aluguel pelas áreas cedidas para esse fim. A tecnologia nesse setor tem evoluído rapidamente e hoje existem aerogeradores que amenizam os problemas de ruído. Além disso, como notam os especialistas, a energia eólica, dadas as condições climáticas, tende a ser associada, no futuro, à energia solar.
Um grande problema para a expansão da energia eólica no Brasil era o elevado custo. Contudo, a queda da demanda por energia nos países europeus, como consequência da desaceleração de suas economias, barateou os preços internacionais de geradores e outros equipamentos. Há algum tempo, estimava-se que o custo de um parque eólico estava em torno de R$ 5 milhões por MW instalado. Hoje, esse custo é calculado entre R$ 4 milhões e R$ 4,2 milhões por MW. Com a concessão de isenção fiscal e financiamentos a mais longo prazo do BNDES, fábricas de equipamentos específicos já se instalaram ou estão em processo de instalação no Brasil.
Estima a ABEEólica que os parques de geração de energia eólica no Brasil poderão vir a ter uma participação de 20% na matriz energética brasileira nas próximas duas décadas. Trata-se de uma meta ambiciosa, mas, de qualquer forma, a energia eólica tende a crescer no País e sua contribuição para o meio ambiente será notável, uma vez que se trata de uma das formas mais limpas de geração de energia, que, não necessitando de combustível algum, não gera gases de efeito estufa.
Publicações sobre gestão de Associações comunitárias
Segue no link abaixo duas publicações do Instituto Socioambiental sobre gestão de associações comunitárias
http://www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/10363.pdf
http://www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/10359.pdf
http://www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/10363.pdf
http://www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/10359.pdf
Cameron e Sigorney em vídeos para esclarecer o mundo sobre Belo Monte
Sairam dois vídeos para ajudar a esclarecer um pouco os impactos da AHE de Belo monte, uma deles, narrado pela atriz Sigorney Weaver, faz um belo Tour no Google Earth mostrando animações muito boas do Rio Xingu, Altamira e região da Volta grande. Veja no link abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=K-seAAIsJLQ&feature=player_embedded#at=13
O outro vídeo, "A message from Pandora" na verdade é mais uma mensagem from James Cameron, mas vale a pena dar uma olhada.
http://www.youtube.com/watch?v=RjfLyGTXSYo
http://www.youtube.com/watch?v=K-seAAIsJLQ&feature=player_embedded#at=13
O outro vídeo, "A message from Pandora" na verdade é mais uma mensagem from James Cameron, mas vale a pena dar uma olhada.
http://www.youtube.com/watch?v=RjfLyGTXSYo
Japonês cria máquina que transforma plástico em petróleo
Fonte: http://www.techzine.com.br/arquivo/japons-cria-mquina-que-transforma-plstico-em-petrleo/
Lá no Japão, uma equipe de pesquisadores conseguiram criar uma máquina “caseira” capaz de converter materiais plásticos em petróleo, podendo então obter seus combustíveis derivados. De acordo com a equipe, esta máquina é capaz de converter 1kg de plástico em 1 litro de petróleo. Não há ainda informações sobre a disponibilidade comercial do equipamento. Vale a pena assistir o vídeo.
Lá no Japão, uma equipe de pesquisadores conseguiram criar uma máquina “caseira” capaz de converter materiais plásticos em petróleo, podendo então obter seus combustíveis derivados. De acordo com a equipe, esta máquina é capaz de converter 1kg de plástico em 1 litro de petróleo. Não há ainda informações sobre a disponibilidade comercial do equipamento. Vale a pena assistir o vídeo.
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